Nota SuperVia - 12/02/2010 - 16h40min

Conforme se propôs, a SuperVia Concessionária de Transporte Ferroviário S/A entregou, dentro do prazo acordado, na tarde de hoje, dia 12 de fevereiro, o laudo elaborado pela Comissão de Apuração do incidente ocorrido no dia 18/01, na estação Ricardo de Albuquerque, às seguintes Instituições: Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro, SETRANS; Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro, AGETRANSP; e Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Alerj.

 

No incidente, o trem, prefixo UP-108, que seguia de Japeri para a Central do Brasil, partiu da estação Ricardo de Albuquerque às 5h51min, quando o maquinista estava ausente da cabine. Cumprindo todos os protocolos de segurança, o Centro de Controle Operacional da SuperVia desenergizou a linha na qual o trem seguia, mitigando assim os riscos para os passageiros. O trem parou às 5h57min a alguns metros da estação Oswaldo Cruz. Os passageiros desembarcaram na via, com a orientação dos agentes de controle da SuperVia, e seguiram até a plataforma da estação Oswaldo Cruz, onde prosseguiram viagem em outro trem.

 

Com base em estudos técnicos e testemunhos de profissionais e passageiros que presenciaram o fato, a Comissão de Apuração concluiu que a principal causa do incidente foi a ação de terceiros que pode ser interpretada como prática de crime capitulado no artigo 260, inciso IV, do Código Penal. A apuração apontou que uma pessoa não identificada, com fortes noções de condução de trens, invadiu a cabine do trem prefixo UP-108, realizou de forma irregular uma sequência de procedimentos específicos, que colocaram a composição em movimento e fugiu em seguida.

 

O laudo indica como fator antecedente, que tornou possível a conduta ilícita do terceiro, a não-conformidade cometida pelo maquinista nos procedimentos de proteção da condução, descumprindo assim o Regulamento Operacional da SuperVia. O maquinista, que está afastado desde o evento, foi punido com suspensão e passará por um processo de reciclagem para posterior avaliação técnica.

 

A SuperVia ressalta que esse incidente é atípico e sem precedentes na história da Empresa. O caso está sendo investigado pela Polícia.

 

Assessoria de Comunicação da SuperVia

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