17 de Dezembro de 2020 | 15:33

Papai Noel embarca no trem reforçando cuidados contra coronavírus

Esse ano, não conseguiremos comemorar o Natal como gostaríamos: com um evento na Central do Brasil cheio de alegria e repleto da magia natalina. Foi necessário adaptar a celebração para o momento em que estamos vivendo.

Mesmo sem poder abraçar a população, ouvir histórias e receber os pedidos das crianças, nosso Papai Noel embarcou no trem levando uma mensagem de otimismo para 2021 e reforçando a importância dos cuidados contra a propagação da COVID-19, como o uso de máscara, higienização das mãos com álcool em gel e, quando possível, isolamento social. Você poderá acompanhar as dicas e mensagens do nosso Papai Noel em nosso Twitter, Facebook e Instagram.

O bom velhinho deste ano, não é tão velhinho assim. Victor de Andrade, conhecido como Noel Black, tem apenas 44 anos e se tornou Papai Noel após ganhar o curso da Escola de Papai Noel do Brasil em uma promoção que fizemos em 2019. Em um bate-papo com a gente, ele falou mais sobre sua vida e experiência como Papai Noel negro.

P: Além de Papai Noel, como é sua trajetória profissional?

R: Trabalho fazendo manutenção de impressoras, sou figurante em cinema e TV, tenho curso em iniciação de Libras (linguagem de sinais). Também sou formado em guia de turismo e informações turísticas. Agora, o Papai Noel Black é uma novidade para o meu currículo!

P: Alguma vez percebeu uma reação diferente de crianças e pais por ser um Papai Noel negro?   

R: Ano passado, quando houve a entrega dos certificados em nossa formatura na Escola de Papai Noel, foram distribuídos muitos livros, abraços e beijos. E um menino ficou extasiado quando viu tantos Noeis juntos. Quando a mãe dele perguntou com quem ele queria tirar foto, o menino me apontou e disse: “este Papai Noel pretinho, ele é que me representa”. Ali eu tive a certeza do quanto valeu ter concorrido com outros Noeis e ter sido escolhido para participar do curso com Limachem Cherem, o maior de todos os Papais Noeis e um grande professor.

P: Já recebeu um pedido inusitado ou teve que responder a uma pergunta embaraçosa como Papai Noel?

R: Atuei pouco como Noel. Mas na Central do Brasil um menino me pediu cordas de violão, porque queria tocar na igreja - ele é evangélico. Eu disse que não dispunha daquele presente, mas certamente se ele aceitasse um abraço, seria de coração. E ele aceitou! 

P: O que você acha que representa o Papai Noel em um final de ano tão difícil como este, de pandemia?

R: Representa que, independente de tudo que acontecer, o bom velhinho sempre vem! Mesmo que de uma forma diferente.

P: Que presente você gostaria de dar para as crianças do Rio de Janeiro?

R: Menos violência e mais segurança e dignidade. É muito triste ver noticiários com vítimas de balas perdidas. Não tem como não me emocionar.

Mesmo não fazendo parte do grupo de risco, ele seguiu todos os protocolos de segurança durante a produção dos vídeos e fotos que iremos postar em nossas redes sociais. Com atitudes simples, você também pode fazer a sua parte e colaborar para evitar a disseminação da COVID-19, deixando a sua viagem de trem mais segura.